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A LUZ DE UM TEMPO MEMORÁVEL

Vito D'Alessio

Convivi com a ferrovia desde cedo. Não posso dizer que me apaixonei por ela desde sempre, pois aquelas composições sisudas carregadas de minério não eram a sombra dos trenzinhos da minha imaginação.

 

Mesmo assim e sem perceber, o leito da velha Sorocabana nunca me abandonou. Um mundo de brincadeiras, equilíbrio sobre trilhos, histórias de pioneiros, moedas amassadas sob as rodas, o namoro escondido na estação abandonada, sensações e pensamentos que nasceram nos dormentes que pareciam não ter fi m e que prometiam ao meu coração de menino um futuro de aventuras e descobertas.


Então o mundo deu suas voltas e, já grande, percebi que a história do meu lugar e do meu povo estava irremediavelmente ligada à memória da ferrovia. E quanto mais fundo mergulhamos, melhor percebemos sua grandeza e a maneira como ela impregnou os valores e o imaginário das gerações que nos antecederam.


Este projeto “Leopoldina Railway” é fruto da dedicação de um grupo idealista que se propõe, ao contar a história da ferrovia, dar os contornos do cenário de sua origem e tudo que se transformou a partir de sua construção. Um olhar humano e não tecnológico sobre a importância do trem no desenvolvimento do Brasil e da América Latina.


Saímos para o interior do país em busca de imagens do que foi a Leopoldina e, percorrendo seus mais de três mil quilômetros, pudemos entender que o velho trem permanece vivo na alma desta gente simples, que traz no fundo dos olhos a luz de um tempo memorável.


São 150 anos desde o impetuoso barão de Mauá, passando pela engenhosidade inglesa, a força de trabalho das mãos escravas, até os imigrantes que transbordavam esperança. Com certeza podemos afirmar que o Brasil não seria o mesmo sem as cores da grande saga ferroviária, escrita por gente de todas as línguas, raças e credos que convergiram corajosamente para um país que ainda desenhava suasfronteiras. Pessoas que direta ou indiretamente fi zeram do trem a chave de suas oportunidades e que sem perceber foram se entendendo, aceitando e se misturando, dando ao nosso povo esta personalidade rara marcada pela solidariedade.


Assim, convidamos nosso leitor a uma viagem ao espelho, uma
oportunidade singela de entender quantos sonhos, quanto esforço, quanta perseverança foram necessários para chegarmos até aqui. Espera-se que, durante esse percurso, fi que a semente do desejo de que se cada “homem moderno” levar em si o orgulho e o amor genuíno que os ferroviários dedicaram ao seu ofício, com certeza, construiremos um
futuro mais brilhante.

O Livro

Produção e edição limitada de "Leopoldina - 150 anos da Ferrovia no Brasil", livro de arte com encadernação luxuosa e conceito editorial  arrojado.

 

O livro tem por finalidade permitir que o leitor, tenha uma visão global da história desta que foi a primeira ferrovia do país, sua importância e integração com o meio ambiente, cultural e político.

Farta documentação fotográfica, além da utilização de diversos acervos históricos, públicos e particulares. Com textos de Antonio Soukef e fotos de Vito D’Alessio, documentarista e pesquisador premiado.

 

Características Técnicas Edição Bilingue: Português / Inglês,  Tamanho: 26 x 27 cm, Impressão: Off set, 4x4 cores, Papel Couchet 180 g., Capa dura.

A Exposição

O livro foi lançado em março de 2005, no Rio de Janeiro, em uma exposição fotográfica no edifício da Central do Brasil, composta por imagens antigas e contemporâneas que acompanham a trajetória dessa ferrovia pioneira que, ao ser incorporada à Leopoldina Railway, passou a fazer parte da mais extensa ferrovia britânica atuante no país.

Editado pela Dialeto – Latin American Documentary, com texto do arquiteto Antonio Soukef Junior, o livro traz imagens de época, algumas inéditas, e fotografias realizada por Vito D’Alessio.

Estação Central do Brasil - RJ

Autores

Ficha Técnica